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        <title type="main" level="a">«Indietro non vogliamo tornare, indietro non sarà possibile tornare»: David Sassoli e António Costa perante os desafios europeus</title>
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          <persName n="1" ref="https://orcid.org/0000-0001-8762-9685" type="ORCID">
            <forename>Mariagrazia</forename>
            <surname>Russo</surname>
            <placeName type="affiliation">UNINT, University of International Studies of Rome, Portugal</placeName>
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          <resp>This is a section of <title>Europa: um projecto em construção</title>(DOI: <idno type="DOI">10.36253/979-12-215-0010-3</idno>) by </resp>
          <name>Michela Graziani, Annabela Rita</name>
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        <publisher>Firenze University Press</publisher>
        <pubPlace>Firenze</pubPlace>
        <date when="2023">2023</date>
        <idno type="DOI">https://doi.org/10.36253/979-12-215-0010-3.16</idno>
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          <p>Available for academic research purposes</p>
          <p>Open Access</p>
          <p>Copyright Author(s)</p>
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            <p>Content licence CC BY 4.0</p>
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        <p>This is original content, published for academic research purposes</p>
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      <abstract xml:lang="en">
        <p>This article looks at the privileged relationship that David Sassoli had with Portugal at a time when the presidency of the European Parliament was shared with the presidency of the Council of Europe entrusted to António Costa. President Sassoli's speeches at the Social Summit held in the city of Porto on 7 and 8 May 2021 represent the synthesis of his socio-cultural and geopolitical vision. The Conference on the Future of Europe, which opened on 17 June 2021, ended when unfortunately Sassoli had already left us.</p>
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            <item>David Sassoli</item>
            <item>Europe</item>
            <item>European Parliament</item>
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      <p>It is available online at https://doi.org/10.36253/979-12-215-0010-3.16<ref target="https://doi.org/10.36253/979-12-215-0010-3.16" /></p>


<p rend="h1_chapter" ><hi rend="italic">«</hi>Indietro non vogliamo tornare, indietro non sarà possibile tornare<hi rend="italic">»</hi>: David Sassoli e António Costa perante os desafios europeus</p><p rend="h1_author" >Mariagrazia Russo</p><p rend="text" ><hi >David Sassoli (1956-2022), político no Parlamento Europeu do qual foi</hi><hi > inicialmente deputado (em 2009), depois Vice-Presidente (de 2014 a 2019</hi><hi > sob a 8ª legislatura) e por fim Presidente (sob a</hi><hi > 9ª legislatura de 3 de julho de 2019 até 11</hi><hi > de janeiro de 2022, quando uma complicação grave do sistema</hi><hi > imunitário </hi>tirou-lhe<hi > a vida), apoiou o desenvolvimento de uma Europa</hi><hi > unida partilhando em várias ocasiões com Portugal desafios e programas.</hi><hi > </hi></p><p rend="text" ><hi >Entrado no Parlamento Europeu durante a presidência da Comissão Europeia</hi><hi > confiada a José Manuel Durão Barroso (2004-2014), Sassoli teve uma</hi><hi > política europeia pondo particular atenção aos aspectos de saúde emergentes</hi><hi > com a questão da Covid-19, para a qual promoveu</hi><hi > a certificação digital; </hi>à<hi > questão ambiental com a promulgação sob</hi><hi > a sua presidência da Lei do Clima; ao olhar para</hi><hi > o futuro numa perspectiva de resiliência, crescimento e maior desenvolvimento</hi><hi > na capacidade de perceber, nas dificuldades superadas através de uma</hi><hi > dimensão comunitária, a oportunidade de mudança e transformação.</hi></p><p rend="text" ><hi >Um dos </hi><hi >projectos mais ambiciosos de Sassoli foi a organização da Conferência </hi><hi >sobre o Futuro da Europa, que abriu novos espaços de </hi><hi >diálogo entre os jovens, sublinhando as prioridades que a sociedade </hi><hi >terá de enfrentar num futuro próximo, e solicitando ao mesmo </hi><hi >tempo um envolvimento directo no processo orientado a uma democracia </hi><hi >mais participativa e confrontativa. Proposta em 2019, a Conferência deveria </hi><hi >começar a 9 de maio de 2020 mas, devido </hi>à<hi > </hi><hi >pandemia, foi adiada para o ano sucessivo como evento inaugural </hi><hi >no parlamento Europeu de Estrasburgo no dia 9 de maio </hi><hi >de 2021. </hi></p><p rend="text" ><hi >Antes dos trabalhos para a Conferênca iniciarem, o </hi><hi >encontro entre o primeiro ministro português António Luís Santos da </hi><hi >Costa (n. 1961) e David Sassoli, no dia 2 de </hi><hi >dezembro de 2020, abriu o caminho para a agenda da</hi><hi > futura </hi>rotatividade<hi > portuguesa. </hi>Na conferência de imprensa entre os dois, Sassoli sublinha: </p><p rend="quotation_b" >Sono completamente d’accordo sulla necessità di rafforzare il modello sociale europeo. Questo sarà particolarmente importante nella fase di ripresa post-COVID e nella transizione verso un’Europa più verde e più digitale, nessuno deve essere lasciato indietro. Sono convinto che la quarta presidenza portoghese sarà un grande successo. Le presidenze portoghesi sono state molto importanti nella storia dell’Unione Europea. Hanno sempre garantito all’Europa una maggiore efficienza ed efficacia sia nell’organizzazione dell’Unione, sia nell’approccio alle questioni economiche e sociali che nel modo in cui l’Europa si presenta al mondo esterno. Dobbiamo costruire partenariati con gli altri attori globali e non solo essere in competizione con loro (Sassoli <hi rend="italic">apud</hi> Molinari 2020)<hi rend="notes_number _idGenCharOverride-1"><hi xml:id="footnote-003-backlink"><ref target="_16.html#footnote-003">1</ref></hi></hi>.</p><p rend="text" ><hi >Sassoli reconhece </hi><hi >portanto a Portugal eficiência e eficácia no seu programa organizativo, </hi><hi >económico e social, apontando mais para a colaboração do que </hi><hi >para a competição. </hi></p><p rend="text" ><hi >Portanto, setenta e um anos após a </hi><hi >Declaração de Paris de Robert Schuman, realizada, como </hi>é<hi > sabido, </hi><hi >a 9 de maio de 1950, embrião de um percurso </hi><hi >para a união política e económica de vários Estados europeus, </hi><hi >e treze anos após a </hi>última<hi > revisão dos tratados, que </hi><hi >ocorreu exactamente em Lisboa (alterações profundas ao Tratado da União </hi><hi >Europeia e ao Tratado que institui a Comunidade Europeia, 2007 </hi><hi >com entrada em vigor em 2009), a Conferência sobre o </hi><hi >Futuro da Europa quis trabalhar sobre os aspectos sociais de </hi><hi >uma Europa cujo rosto mudou consideravelmente ao longo do tempo: </hi><hi >a agenda social e ambiental para a Europa abordou assim </hi><hi >temas como educação, cultura, juventude, desporto, clima, saúde, economia, justiça </hi><hi >social, emprego, segurança, transformação digital e migração. Entretanto, no dia </hi><hi >1 de janeiro de 2021, Portugal assumiu a presidência rotativa </hi><hi >do Conselho da União Europeia durante 6 meses (até 30 </hi><hi >de junho de 2021), após Angela Merkel, em plena crise </hi><hi >sanitária e socioeconómica, com o português António Costa, que propôs </hi><hi >que a Conferência fosse partilhada e organizada pelas três principais </hi><hi >instituições europeias, ou seja, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu </hi><hi >e o Conselho Europeu, bem como por um Comité Executivo </hi><hi >(cfr. Campos 2021): uma </hi>decisão unitária<hi > capaz de fazer crescer toda</hi><hi > a Europa em sinergia, num processo de crescimento comum contínuo.</hi><hi > A União Europeia aceitou então de bom grado a proposta</hi><hi > de António Costa, cuja política foi orientada para promover uma</hi><hi > Europa resiliente, social, verde (respeitando as acções climáticas da UE</hi><hi > já apresentadas pela anterior presidência alemã para salvaguardar a biodiversidade),</hi><hi > digital (como motor de resiliência e recuperação) e global (sem</hi><hi > perder de vista a relação com o Reino Unido), escolhendo</hi><hi > como lema </hi>«<hi >Tempo de agir: uma recuperação justa, verde </hi><hi >e digital</hi>»<hi > e considerando como uma prioridade a recuperação após</hi><hi > a Covid-19 e as estratégias de vacinação </hi><hi >(cfr. </hi><ref target="http://Portugal.Eu"><hi >Portugal.Eu</hi></ref><hi > 2021). Assim, após a proposta de uma assinatura</hi><hi > conjunta das três principais instituições da Europa encontraram-se no dia</hi><hi > 10 de março de 2021 David Sassoli para o Parlamento</hi><hi > Europeu, António Costa para o Conselho da Europa e Ursula</hi><hi > von der Leyen para a Comissão Europeia. Para a ocasião</hi><hi > o Presidente Sassoli afirma: </hi>«<hi >As expetativas dos cidadãos da </hi><hi >UE são mais fortes do que nunca. </hi>É<hi > essencial continuar </hi><hi >a dar </hi>à<hi > Europa as ferramentas adequadas para responder a </hi><hi >estas expetativas, a estas exigências de solidariedade. Esta </hi>é<hi > uma </hi><hi >oportunidade para redescobrir a alma do projeto europeu. Convidamos todos </hi><hi >os cidadãos europeus a participarem na conferência e a construírem </hi><hi >a Europa de amanhã, para que ela se torne ‘a</hi><hi > sua Europa’</hi>»<hi > (Sassoli 2021b). Na mesma linha o Presidente</hi><hi > do Conselho Europeu António Costa acrescenta: </hi>«Sabemos<hi > que nem todos</hi><hi > temos a mesma visão para o futuro da Europa: </hi>é<hi > exatamente por isso que a Conferência sobre o Futuro da</hi><hi > Europa será um marco decisivo no tempo para que possamos</hi><hi > discutir isso sem quaisquer tabus, reunindo assim as nossas diferentes</hi><hi > visões. Só assim podemos superar as diferenças e fortalecer o</hi><hi > que nos une» (Costa 2021).</hi></p><p rend="text" ><hi >Com esta visão de uma</hi><hi > Europa que saiba responder </hi>às<hi > necessidades dos europeus, em Lisboa,</hi><hi > a 17 de junho de 2021, ocorreu o evento </hi>de abertura<hi > dos cidadãos europeus em forma híbrida tendo em vista </hi>a<hi > sessão plenária inaugural do dia 19 de junho. As propostas</hi><hi > de mudança para a Europa foram concluídas a 9 de</hi><hi > maio de 2022: David Sassoli infelizmente não conseguiu chegar até</hi><hi > lá. Mas o seu empenho contribuiu para a realização deste</hi><hi > importante momento comunitário que viu Itália, Portugal e Alemanha na</hi><hi > mesma mesa </hi>diretiva<hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >A terra lusitana, a 7 e 8 </hi><hi >de maio de 2021, foi teatro também da Cimeira Social </hi><hi >do Porto com os chefes de Estado e de Governo </hi><hi >da União Europeia, parceiros sociais e sociedade civil, reunidos para </hi><hi >definir a agenda social da Europa. Foi David Sassoli a </hi><hi >concluir os trabalhos com estes dois discursos. O primeiro foi </hi><hi >proferido no dia 7 de maio:</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Desidero ringraziare il Primo Ministro</hi><hi > Costa e la Presidenza portoghese per la qualità della discussione</hi><hi > di oggi e per l’ambizione del testo che abbiamo</hi><hi > sottoscritto insieme alle parti sociali. Un testo che </hi>è<hi > il</hi><hi > risultato di un negoziato politico tra istituzioni e parti sociali,</hi><hi > un processo che </hi>è<hi > di per sé un passo importante</hi><hi > e del quale il Parlamento europeo ha sempre sostenuto l</hi><hi >’importanza. Come abbiamo detto oggi, il costo sociale ed economico</hi><hi > di questa crisi </hi>è<hi > oggi sempre più evidente e colpisce</hi><hi > i cittadini europei nella loro vita quotidiana. Le misure senza</hi><hi > precedenti che abbiamo adottato in questi mesi hanno permesso di</hi><hi > dotare gli Stati Membri del più grande stimolo economico nella</hi><hi > storia dell’Unione europea, che permetterà di rimettere l’Unione</hi><hi > europea sulla strada della ripresa. Oggi da Porto diciamo insieme</hi><hi > che questa forte risposta deve avere al centro la questione</hi><hi > sociale, il lavoro di qualità, la lotta alla povertà e</hi><hi > alle disuguaglianze sociali, la questione di genere e l’uguaglianza</hi><hi > tra uomini e donne. Se questo non sarà il cuore</hi><hi > della ripresa, le grandi transizioni che stiamo preparando, la rivoluzione</hi><hi > verde, la rivoluzione digitale, lasceranno indietro molti e molte fragilità</hi><hi > che non ci possiamo permettere. E se non metteremo al</hi><hi > centro i bambini e i giovani, la loro dignità, i</hi><hi > loro diritti – tra tutti il diritto a un futuro</hi><hi > di benessere – avremo la grande responsabilità di avere deluso</hi><hi > e perduto più generazioni, che invece devono essere gambe e</hi><hi > mente del progetto europeo. Oggi diciamo che i principi sanciti</hi><hi > dal Pilastro dei diritti sociali devono diventare realtà, essere materialmente</hi><hi > applicati e non solo proclamati. Per questo io vedo questa</hi><hi > conferenza e il vertice di domani non come un punto</hi><hi > di arrivo, ma come un punto di partenza verso una</hi><hi > ripresa di segno sociale. Credo che da oggi le nostre</hi><hi > istituzioni debbano avviare un dialogo serrato su una agenda sociale</hi><hi > rinnovata. Sulla base della nostra dichiarazione, delle risoluzioni del Parlamento</hi><hi > europeo e del Piano di azione della Commissione, dovremo tutti</hi><hi > impegnarci a fissare gli obiettivi concreti e dettagliati perché questi</hi><hi > diritti diventino reali ed esigibili. Se sapremo fare questo salto</hi><hi > di concretezza, in un momento così drammatico per le nostre</hi><hi > società, il vertice di domani sarà l’inizio di una</hi><hi > nuova stagione sociale dell’Europa. Domani intervenendo al vertice chiederò</hi><hi > ai Capi di Stato e di Governo a nome del</hi><hi > Parlamento europeo di tradurre i principi del Pilastro in azioni</hi><hi > concrete, accelerarne l’attuazione e assicurare che essi abbiano un</hi><hi > impatto reale sulle condizioni di vita delle persone, sulle loro</hi><hi > condizioni di lavoro, sulla loro dignità e sull’uguaglianza sostanziale</hi><hi > delle loro condizioni. Questo </hi>è<hi > il tempo straordinario che ci</hi><hi > </hi>è<hi > dato e abbiamo nelle mani una opportunità storica di</hi><hi > trarre le lezioni di questa pandemia e ricostruire economie e</hi><hi > società più sostenibili, più eguali. Per non tornare indietro e</hi><hi > per ridurre le disuguaglianze dovremo anche lavorare sui debiti contratti</hi><hi > per proteggere i nostri cittadini in questi tempi di pandemia.</hi><hi > Non vogliamo che i nostri cittadini più vulnerabili e fragili,</hi><hi > le donne e i giovani, portino domani il peso della</hi><hi > crisi.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Ecco il motivo per cui dobbiamo avviare oggi un </hi><hi >grande dibattito sulle regole dopo il Covid e riformare il </hi><hi >Patto di Stabilità e Crescita. Anche la nuova politica di </hi><hi >stampo europeo, avviata dal Presidente Biden, ci invita a non </hi><hi >avere tabù. Indietro non vogliamo tornare, indietro non sarà possibile </hi><hi >tornare (Sassoli </hi><hi rend="italic" >apud</hi><hi > Cuillo 2021)</hi><hi rend="notes_number _idGenCharOverride-1"><hi xml:id="footnote-002-backlink"><ref target="_16.html#footnote-002">2</ref></hi></hi><hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >No dia seguinte, voltou ao</hi><hi > mesmo assunto:</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Signore e signori,</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Sono lieto di potervi parlare e</hi><hi > di condividere con voi gli insegnamenti che ho tratto dall</hi><hi >’importante conferenza che abbiamo tenuto ieri, organizzata dalla Presidenza portoghese.</hi><hi > Vorrei ringraziare il Primo Ministro Costa per la qualità delle</hi><hi > discussioni e l’ambizione del testo che abbiamo adottato, che</hi><hi > </hi>è<hi > il risultato dei negoziati tra i partner sociali e</hi><hi > tutte le parti coinvolte in questo testo. La loro partecipazione,</hi><hi > richiesta dal Parlamento europeo nella sua risoluzione adottata l’anno</hi><hi > scorso, </hi>è<hi > un grande passo avanti di cui dobbiamo rallegrarci.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >I nostri cittadini si aspettano molto dalla ripresa che stiamo </hi><hi >preparando. Si aspettano che abbia una forte impronta sociale, che </hi><hi >abbia l’obiettivo di colmare le disuguaglianze, di rilanciare il </hi><hi >lavoro di qualità, di accompagnare tutti nella transizione grande che </hi><hi >ci aspetta. </hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >La crescita delle disuguaglianze creata dalla crisi da </hi><hi >Covid-19 minaccia di lasciare un’eredità di povertà e instabilità </hi><hi >sociale ed economica che sarebbe devastante. Il Covid-19 ha messo </hi><hi >in evidenza le disuguaglianze pre-pandemiche più vividamente di quanto potessimo </hi><hi >immaginare. Ha drammaticamente esposto le disparità nella nostra capacità di </hi><hi >affrontare la fragilizzazione dei mezzi di sussistenza, dei sistemi educativi </hi><hi >dei nostri figli e dei sistemi sanitari.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Sarebbe ingannevole pensare che</hi><hi > le linee di frattura sociale, allargate dalla pandemia, possano rimarginarsi</hi><hi > in fretta e che l’economia e la società possano</hi><hi > quindi tornare alla normalità pre-pandemica.</hi></p><p rend="quotation_b" >È<hi > soprattutto in tempi di </hi><hi >crisi che il progetto europeo deve dimostrare di essere un </hi><hi >progetto per il bene di tutti, proteggendo le persone, sostenendo </hi><hi >le imprese, investendo nell’uguaglianza, nel progresso sociale e nel </hi><hi >benessere economico. Soddisfare i bisogni dei cittadini europei di assistenza, </hi><hi >lavoro, dignità, sicurezza e prosperità per il loro futuro </hi>è<hi > </hi><hi >il cuore di questo progetto.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >In questo contesto, possiamo tutti essere</hi><hi > orgogliosi che l’Europa abbia risposto con forza all’emergenza</hi><hi > economica e sociale scatenata dalla pandemia con l’accordo del</hi><hi > Consiglio europeo del 21 luglio scorso. Questo accordo prevede il</hi><hi > finanziamento di investimenti nella transizione digitale e verde per gli</hi><hi > Stati membri, con obiettivi quantificati. </hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Ma al di là di</hi><hi > questo, grazie soprattutto al lavoro svolto dalla squadra negoziale del</hi><hi > Parlamento europeo, il piano europeo di ripresa contiene anche una</hi><hi > dimensione sociale indispensabile, poiché permetterà di finanziare misure legate alla</hi><hi > coesione sociale e territoriale, nonché misure a favore dei bambini</hi><hi > e dei giovani. Questa dimensione mi sembra essenziale: il cambiamento</hi><hi > climatico non può essere dissociato dalla giustizia sociale e dalla</hi><hi > lotta contro le disuguaglianze. Infatti, le disuguaglianze e la povertà</hi><hi > alimentano la crisi ecologica, mentre vediamo che le società più</hi><hi > egualitarie hanno una situazione ambientale migliore e una maggiore capacità</hi><hi > di diventare più sostenibili.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Così, con il Piano europeo di </hi><hi >ripresa, l’Europa si sta dando i mezzi per affrontare </hi><hi >i problemi strutturali e avanzare ulteriormente verso un’Europa sociale. </hi><hi >Il dialogo sociale e l’impegno degli attori sociali saranno </hi><hi >essenziali per raggiungere questo obiettivo. Più che mai, oltre al </hi><hi >Green Deal e alla Strategia digitale, </hi>è<hi > necessario riaffermare con </hi><hi >forza l’esistenza di un terzo pilastro per la ripresa </hi><hi >e la trasformazione dell’UE, il Pilastro europeo dei diritti </hi><hi >sociali.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Questi sono i temi che sono stati ripresi oggi e</hi><hi > che continuano il programma ambizioso lanciato con l’adozione del</hi><hi > Pilastro Sociale al Summit di Göteborg nel 2017, che ha</hi><hi > messo in moto uno sforzo comune per avvicinare il Progetto</hi><hi > Europeo ai cittadini europei rafforzando l’Europa Sociale, cioè un</hi><hi >’UE che dà priorità al benessere dei suoi cittadini, e</hi><hi > rafforza la sua coesione sociale.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Oggi a Porto, e in </hi><hi >continuità col processo lanciato a Göteborg nel 2017, il Parlamento </hi><hi >europeo sostiene le misure varate dagli Stati membri per ammortizzare </hi><hi >gli effetti economici e sociali della pandemia Covid-19, per garantire </hi><hi >che nessuno rimanga indietro, evitare l’aumento della povertà e </hi><hi >dare futuro a una generazione che rischia di essere perduta.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >In</hi><hi > questo contesto, le lezioni apprese dall’attuale pandemia dovrebbero garantire</hi><hi > che le riforme adatteranno i nostri sistemi nazionali ad essere</hi><hi > più resilienti per poter affrontare adeguatamente le crisi future. Il</hi><hi > Pilastro europeo dei diritti sociali deve essere una guida per</hi><hi > la dimensione sociale delle riforme e degli investimenti nazionali.</hi></p><p rend="quotation_b" >È<hi > </hi><hi >a questa condizione che lo strumento per la ripresa e </hi><hi >la resilienza ci permetterà di rimettere le nostre economie su </hi><hi >un percorso di crescita sostenibile ed equa.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Dobbiamo continuare a dare</hi><hi > vita, dopo questo vertice, alla necessaria ambizione sociale che deve</hi><hi > essere al centro della strategia europea di ripresa. Per questo</hi><hi > motivo, a nome del Parlamento europeo, vorrei invitare il Consiglio</hi><hi > dell’Unione europea e la Commissione europea a rinnovare e</hi><hi > rafforzare il nostro impegno comune verso un’Unione europea sostenibile,</hi><hi > equa e inclusiva in particolare per dare attuazione concreta ai</hi><hi > principi e ai diritti contenuti nel Pilastro europeo dei diritti</hi><hi > sociali. Per questo, e come sottolineato nella nostra risoluzione su</hi><hi > un’Europa sociale forte per transizioni giuste, dovremo da subito</hi><hi > definire un’agenda politica forte con obiettivi chiari, ambiziosi e</hi><hi > raggiungibili e con chiari indicatori di sostenibilità sociale. Questo importante</hi><hi > vertice deve essere non un punto di arrivo, ma un</hi><hi > punto di partenza per aprire questo processo che porti a</hi><hi > dare attuazione all’agenda sociale rinnovata che insieme qui stiamo</hi><hi > concordando. Questo processo </hi>è<hi > essenziale per garantire ai cittadini sicurezza,</hi><hi > protezione sociale e prosperità nell’Unione e affrontare le sfide</hi><hi > emergenti che l’Europa sta incontrando: crescenti disuguaglianze tra generazioni,</hi><hi > lavoratori, regioni e Stati membri; disparità territoriali e accesso ineguale</hi><hi > a servizi sociali e sanitari fondamentali, posti di lavoro e</hi><hi > opportunità commerciali e infrastrutture sociali.</hi></p><p rend="quotation_b" >È<hi > giunto il momento di </hi><hi >fare il punto sulle lezioni apprese dalla pandemia e di </hi><hi >costruire società resilienti e prospere nel futuro. Il Parlamento ritiene </hi><hi >che abbiamo la legislazione, abbiamo i mezzi finanziari, abbiamo ora </hi><hi >bisogno di una reale volontà politica e dell’impegno di </hi><hi >tutte le autorità responsabili per trasformare i diritti sociali in </hi><hi >una realtà per tutte le persone nell’UE. </hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Sulla base </hi><hi >degli input raccolti a Porto, crediamo che i legislatori e </hi><hi >la Commissione dovranno impegnarsi per gli obiettivi e l’attuazione </hi><hi >del piano d’azione nei prossimi mesi. La proclamazione sociale </hi><hi >del Pilastro europeo dei diritti sociali a Göteborg nel 2017 </hi>è<hi > stato un evento senza precedenti; lo stesso vale per </hi><hi >il Social Summit di Porto. </hi>È<hi > il momento di fare </hi><hi >un passo avanti insieme in termini di concretezza, ambizione, obiettivi </hi><hi >e diritti sociali.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Se lo faremo, il Social Summit di Porto</hi><hi > sarà una pietra miliare verso l’attuazione del principio del</hi><hi > Pilastro europeo dei diritti sociali e verso un’Europa più</hi><hi > sociale.</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >In quest’ottica, posso assicurarvi il mio forte impegno </hi><hi >personale affinché il Parlamento europeo possa lanciare un messaggio ambizioso </hi><hi >sulla scia del Social Summit di Porto, in grado di </hi><hi >rispondere al disagio sociale di troppi cittadini europei (Sassoli </hi><hi rend="italic" >apud</hi><hi > </hi><hi >La Redazione di Welforum 2022)</hi><hi rend="notes_number _idGenCharOverride-1"><hi xml:id="footnote-001-backlink"><ref target="_16.html#footnote-001">3</ref></hi></hi><hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >Os discursos de Sassoli organizam-se</hi><hi > através de enunciados que implicam um olhar dinâmico sobre os</hi><hi > elementos comunicativos. Assim, depois de um ato ilocutório expressivo, formalmente</hi><hi > obrigatório mas armonioso no seu contexto global, que pretende exprimir</hi><hi > os sentimentos e as emoções perante os interlocutores («Desidero </hi><hi >ringraziare il Primo Ministro Costa e la Presidenza portoghese per </hi><hi >la qualità della discussione di oggi e per l’ambizione </hi><hi >del testo che abbiamo sottoscritto insieme alle parti sociali»)</hi><hi rend="notes_number _idGenCharOverride-1"><hi xml:id="footnote-000-backlink"><ref target="_16.html#footnote-000">4</ref></hi></hi><hi >, </hi><hi >desenvolve-se o ato ilocutório principal do discurso sassoliano: o assertivo. </hi><hi >Pondo nas expressões verbais no tempo indicativo a força de </hi><hi >um enunciado que determina o tom de uma certeza, o </hi><hi >Presidente Sassoli na sua fala não vacila nem hesita: «Un </hi><hi >testo che </hi>è<hi > il risultato di un negoziato politico tra </hi><hi >istituzioni e parti sociali, un processo che </hi>è<hi > di per </hi><hi >sé un passo importante e del quale il Parlamento europeo </hi><hi >ha sempre sostenuto l’importanza</hi>»<hi >; «il costo sociale ed </hi><hi >economico di questa crisi </hi>è<hi > oggi sempre più evidente e </hi><hi >colpisce i cittadini europei nella loro vita quotidiana</hi>»<hi >; «Le </hi><hi >misure senza precedenti [</hi>…<hi >] hanno permesso di dotare gli </hi><hi >Stati Membri del più grande stimolo economico nella storia dell’</hi><hi >Unione europea</hi>»<hi >; «Per questo io vedo questa conferenza e </hi><hi >il vertice di domani non come un punto di arrivo, </hi><hi >ma come un punto di partenza verso una ripresa di </hi><hi >segno sociale</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Questo </hi>è<hi > il tempo straordinario che ci</hi><hi > </hi>è<hi > dato e abbiamo nelle mani una opportunità storica di</hi><hi > trarre le lezioni di questa pandemia e ricostruire economie e</hi><hi > società più sostenibili, più eguali</hi>»<hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >O uso abundante dos </hi><hi >verbos </hi><hi rend="italic" >essere</hi><hi > (ser), </hi><hi rend="italic" >avere</hi><hi > (haver) e </hi><hi rend="italic" >vedere</hi><hi > (ver), conjugados nas </hi><hi >suas formas do presente indicativo, expressa o valor de algo </hi><hi >existente e </hi>irrefutável<hi >; assim como a presença dos dois pretéritos </hi><hi >compostos que indicam dois passos fundamentais dados pelo Parlamento europeu </hi><hi >reforça a ideia de um passado em construção, intensificado pelo </hi><hi >advérbio </hi><hi rend="italic" >sempre</hi><hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >As asserções constituem a base para conferir mais </hi><hi >dinamismo aos atos ilocutórios diretivos para incitar o destinatário do </hi><hi >discurso a cumprir as ações capazes de atingir o objetivo </hi><hi >comum: </hi>«<hi >Oggi da Porto diciamo insieme che questa forte risposta</hi><hi > deve avere al centro la questione sociale, il lavoro di</hi><hi > qualità, la lotta alla povertà e alle disuguaglianze sociali, la</hi><hi > questione di genere e l’uguaglianza tra uomini e donne</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Oggi diciamo che i principi sanciti dal Pilastro </hi><hi >dei diritti sociali devono diventare realtà, essere materialmente applicati e </hi><hi >non solo proclamati</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Credo che da oggi le nostre</hi><hi > istituzioni debbano avviare un dialogo serrato su una agenda sociale</hi><hi > rinnovata</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Sulla base della nostra dichiarazione, delle risoluzioni </hi><hi >del Parlamento europeo e del Piano di azione della Commissione, </hi><hi >dovremo tutti impegnarci a fissare gli obiettivi concreti e dettagliati </hi><hi >perché questi diritti diventino reali ed esigibili</hi>»<hi >;</hi>«<hi >devono essere </hi><hi >gambe e mente del progetto europeo</hi>»<hi >;</hi>«<hi >Per non tornare </hi><hi >indietro e per ridurre le disuguaglianze dovremo anche lavorare sui </hi><hi >debiti contratti per proteggere i nostri cittadini in questi tempi </hi><hi >di pandemia</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Ecco il motivo per cui dobbiamo avviare</hi><hi > oggi un grande dibattito sulle regole dopo il Covid e</hi><hi > riformare il Patto di Stabilità e Crescita</hi>»<hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >O uso </hi><hi >anaforicamente repetido do verbo </hi><hi rend="italic" >dovere</hi><hi > (dever), nas formas do indicativo </hi><hi >presente, do conjuntivo presente e do indicativo futuro, obriga o </hi><hi >alocutário a uma atitude de obediência, solicita a uma realização </hi><hi >da atividade considerada: o cidadão sente-se, através destes verbos, que </hi><hi >semanticamente oscilam entre o imperativo e o exortativo, imediatamente solicitado </hi><hi >a uma ação produtiva.</hi></p><p rend="text" ><hi >Os atos da fala diretiva não teriam</hi><hi > consequência se não existisse uma fase compromissiva direta do locutor</hi><hi > com o interlocutor. Por esta razão as construções frasais com</hi><hi > um </hi><hi rend="italic" >Se</hi><hi > hipotético inicial, a presença abundante da negação </hi><hi rend="italic" >non</hi><hi > (não) e um futuro indicativo utilizado como previsão </hi>profética<hi >, postos</hi><hi > como condições para a obtenção dos objetivos, organizam a maioria</hi><hi > dos atos ilocutórios compromissivos: </hi>«<hi >Se questo non sarà il </hi><hi >cuore della ripresa, le grandi transizioni che stiamo preparando, la </hi><hi >rivoluzione verde, la rivoluzione digitale, lasceranno indietro molti e molte </hi><hi >fragilità che non ci possiamo permettere</hi>»<hi >; </hi>«<hi >se non metteremo</hi><hi > al centro i bambini e i giovani, la loro dignità,</hi><hi > i loro diritti – tra tutti il diritto a un</hi><hi > futuro di benessere – avremo la grande responsabilità di avere</hi><hi > deluso e perduto più generazioni</hi>»<hi >; </hi>«<hi >Se sapremo fare </hi><hi >questo salto di concretezza, in un momento così drammatico per </hi><hi >le nostre società, il vertice di domani sarà l’inizio </hi><hi >di una nuova stagione sociale dell’Europa</hi>»<hi >. Por este </hi><hi >caminho Sassoli chega ao compromisso principal, ao empenho de falar </hi><hi >no dia seguinte de importantes passagens para uma tomada de </hi><hi >posição sócio-cultural: </hi>«<hi >Domani […] chiederò […] di tradurre i principi</hi><hi > del Pilastro in azioni concrete, accelerarne l’attuazione</hi>»<hi >.</hi></p><p rend="text" ><hi >A </hi><hi >conclusão do discurso, para conferir circularidade ao plano comunicativo, volta </hi><hi >aos </hi>últimos<hi > atos ilocutórios diretivos para retomar o valor da </hi><hi >expressividade, enriquecida de formas retóricas de fácil emoção, mas nem </hi><hi >por isso menos envolventes: </hi>«<hi >Non vogliamo che i nostri cittadini</hi><hi > più vulnerabili e fragili, le donne e i giovani, portino</hi><hi > domani il peso della crisi. Anche la nuova politica di</hi><hi > stampo europeo, avviata dal Presidente Biden, ci invita a non</hi><hi > avere tabù. Indietro non vogliamo tornare, indietro non sarà </hi><hi >possibile tornare</hi>»<hi >. Ao verbo dever, que chamava a atenção</hi><hi > para as necessidades, segue agora o verbo </hi><hi rend="italic" >volere</hi><hi > (querer) para</hi><hi > indicar que o percurso acaba com uma ação própria, uma</hi><hi > ação em que o interlocutor de simples ouvinte se transforme</hi><hi > em actante, em protagonista das próprias escolhas.</hi></p><p rend="text" ><hi >Os discursos de </hi><hi >Sassoli denotam uma construção frásica emotiva e ao mesmo tempo </hi><hi >extremamente concreta e produtiva: a sua retórica nunca se afasta </hi><hi >da riqueza dos conteúdos. Estes discursos proferidos em Portugal deixam </hi><hi >um sinal profundo no coração lusitano. De resto, a forte </hi><hi >simpatia de Sassoli para Portugal ficou marcada e expressamente declarada </hi><hi >no </hi><hi rend="italic" >Prefácio</hi><hi > a um catálogo de uma exposição que foi </hi><hi >inaugurada, </hi>na<hi > presença do Primeiro Ministro António Costa e do </hi><hi >próprio Sassoli, no dia 20 de janeiro de 2021 em </hi><hi >Bruxelas organizada no </hi>âmbito<hi > da Presidência Portuguesa do Conselho da </hi><hi >União Europeia “A liberdade e a Europa: Uma construção de </hi><hi >todos”:</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Durante o primeiro semestre de 2021, Portugal assumirá a Presidência</hi><hi > rotativa do Conselho da União Europeia. A </hi>última<hi > vez que</hi><hi > Portugal exerceu a Presidência foi em 2007, ano em que</hi><hi > o tratado de Lisboa foi assinado. Este foi um momento</hi><hi > histórico para a União Europeia: os Estados Membros reconheceram que</hi><hi > era necessária uma maior integração para garantir que a União</hi><hi > pudesse funcionar eficazmente e assumir o seu papel no mundo.</hi><hi > [</hi>…<hi >] esta Presidência portuguesa tem novamente início num momento</hi><hi > decisivo para a nossa União (Sassoli 2021a).</hi></p><p rend="text" ><hi >Sassoli refere-se a </hi><hi >Portugal quase como a um país cerne dentro da União </hi><hi >Europeia, reconhecendo a sua importância estratégica, sublinhando com força o </hi><hi >valor da “integração” da pluriculturalidade e deixando entender a necessidade </hi><hi >por parte de Europa a não ficar parada perante as </hi><hi >dificuldades emergentes. No mesmo prefácio Sassoli continua: </hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >A maior força </hi><hi >da Europa reside na sua diversidade. O Parlamento Europeu saúda </hi><hi >e celebra a singularidade cultural de cada Estado Membro. Portugal </hi><hi >tem uma história particularmente rica e variada, que reflete o </hi><hi >fluxo constante de diferentes civilizações que atravessaram o Mediterrâneo ou </hi><hi >que viajaram em toda a Europa durante os três </hi>últimos<hi > </hi><hi >milénios. Estas raízes multiculturais criaram no país uma cultura fascinante </hi><hi >e profunda, assente numa multiplicidade de influências provenientes da Europa, </hi><hi >de </hi>África<hi > e da América (Sassoli 2021a).</hi></p><p rend="text" ><hi >E mais </hi>à<hi > frente</hi><hi > salienta:</hi></p><p rend="quotation_b" ><hi >Face a este enorme desafio [Covid-19], Europa manteve-se </hi><hi >firme. As </hi>instituições<hi > europeias e os Estados Membros reconheceram que </hi><hi >a </hi>única<hi > forma de fazer frente </hi>à<hi > dimensão da atual </hi><hi >crise e </hi>às<hi > suas </hi>consequências<hi > económicas devastadoras era trabalhar em </hi><hi >conjunto. Devemos agora mostrar que temos a coragem política de </hi><hi >reconstruir a União Europeia para a tornar mais forte do </hi><hi >que antes e, ao mesmo tempo, colocar a economia na </hi><hi >via da recuperação e do </hi>crescimento<hi >. Tal como em 2007, </hi><hi >a Presidência portuguesa será fundamental para que tal aconteça. A </hi><hi >dimensão social será </hi>colocada<hi > no centro da recuperação europeia (Sassoli </hi><hi >2021a). </hi></p><p rend="text" ><hi >Sassoli </hi>demonstra<hi > portanto de bem conhecer a riqueza da </hi><hi >variedade cultural portuguesa e identifica a capacidade inclusiva de Portugal </hi><hi >como um modelo para toda Europa para que esta aprenda </hi><hi >a construir novos espaços geoculturais dentro das suas fronteiras.</hi></p><p rend="h2" >Referências bibliográficas</p><p rend="bib_indx_bib" >Campos, A. C. 2021.<hi rend="italic"> </hi>“EU27 accept Portuguese idea on Conference on the Future of Europe.” <hi rend="italic">Euractiv</hi>. <ref target="https://www.euractiv.com/section/eu-council-presidency/news/eu27-accept-portuguese-idea-on-conference-on-the-future-of-europe/">https://www.euractiv.com/section/eu-council-presidency/news/eu27-accept-portuguese-idea-on-conference-on-the-future-of-europe/</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" >Costa, A. 2021. “A UE abre caminho <hi rend="italic">à</hi> Conferência sobre o Futuro da Europa.” <hi rend="italic">Atualidade Parlamento Europeu</hi>. <ref target="https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/eu-affairs/20210304STO99236/a-ue-abre-caminho-a-conferencia-sobre-o-futuro-da-europa">https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/eu-affairs/20210304STO99236/a-ue-abre-caminho-a-conferencia-sobre-o-futuro-da-europa</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" >Cuillo, R. 2021. “Sassoli: In Europa basta con i tabù.” <hi rend="italic">Il Presidente. Parlamento Europeo</hi>. <ref target="https://www.europarl.europa.eu/former_ep_presidents/president-sassoli/it/newsroom/sassoli-in-europa-basta-con-i-tabu.html">https://www.europarl.europa.eu/former_ep_presidents/president-sassoli/it/newsroom/sassoli-in-europa-basta-con-i-tabu.html</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" >La Redazione di Welforum. 2022. ““Ora basta con le disuguaglianze”, in ricordo di David Sassoli.” <ref target="http://Welforum.it"><hi rend="italic">Welforum.it</hi></ref>. <ref target="https://welforum.it/ora-basta-con-le-disuguaglianze-in-ricordo-di-david-sassoli/">https://welforum.it/ora-basta-con-le-disuguaglianze-in-ricordo-di-david-sassoli/</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" >Molinari, M. 2020. “UE. Sassoli incontra il portoghese Costa, il rafforzamento del nostro modello sociale è la chiave della ripresa europea.” <hi rend="italic">Notizie geopolitiche. </hi><hi rend="italic">Quotidiano indipendente online di geopolitica e politica estera</hi>. <ref target="https://www.notiziegeopolitiche.net/ue-sassoli-incontra-il-portoghese-costa-il-rafforzamento-del-nostro-modello-sociale-e-la-chiave-della-ripresa-europea/">https://www.notiziegeopolitiche.net/ue-sassoli-incontra-il-portoghese-costa-il-rafforzamento-del-nostro-modello-sociale-e-la-chiave-della-ripresa-europea/</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" ><ref target="http://Portugal.Eu">Portugal.Eu</ref>. 2021. “Presidenza portoghese del Consiglio dell’UE: le aspettative del Parlamento europeo.” <hi rend="italic">Attualità Parlamento Europeo</hi>. <ref target="https://www.europarl.europa.eu/news/it/headlines/eu-affairs/20201208STO93328/presidenza-portoghese-le-aspettative-del-parlamento-europeo">https://www.europarl.europa.eu/news/it/headlines/eu-affairs/20201208STO93328/presidenza-portoghese-le-aspettative-del-parlamento-europeo</ref> (10/22).</p><p rend="bib_indx_bib" >Sassoli, D. 2021a. Prefácio a <hi rend="italic">«A Liberdade e a Europa: uma </hi><hi rend="italic">construção de todos» / “Freedom and Europe: a construction of </hi><hi rend="italic">all”.</hi> Art at EP. Obras de arte de Portugal. &lt;https://www.2021<ref target="http://portugal.eu/media/530j4mnc/art-at-ep-portugal_pt_v08-print.pdf">portugal.eu/media/530j4mnc/art-at-ep-portugal_pt_v08-print.pdf</ref>&gt; <hi >(10/22).</hi></p><p rend="bib_indx_bib" >Sassoli, D. 2021b. “A UE abre caminho à Conferência sobre o Futuro da Europa.” <hi rend="italic">Atualidade Parlamento Europeu</hi>. <ref target="https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/eu-affairs/20210304STO99236/a-ue-abre-caminho-a-conferencia-sobre-o-futuro-da-europa">https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/eu-affairs/20210304STO99236/a-ue-abre-caminho-a-conferencia-sobre-o-futuro-da-europa</ref> (10/22).</p><p rend="layout_notes" ><hi rend="notes_number CharOverride-1"><ref target="_16.html#footnote-003-backlink">1</ref></hi>	«<hi >Concordo plenamente com a necessidade de reforçar </hi><hi >o modelo social europeu. Isto será particularmente importante na fase </hi><hi >de recuperação pós-COVID e na transição para uma Europa mais </hi><hi >verde e mais digital, ninguém deve ser deixado para trás. </hi><hi >Estou convencido de que a quarta presidência portuguesa será um </hi><hi >grande sucesso. As presidências portuguesas têm sido muito importantes na </hi><hi >história da União Europeia. Asseguraram sempre </hi>à<hi > Europa a mais </hi><hi >eficiente e eficaz organização da União, quer na sua abordagem </hi><hi >das questões económicas e sociais quer na forma como a </hi><hi >Europa se apresenta ao mundo exterior. Precisamos de construir parcerias </hi><hi >com outros actores globais e não apenas competir com eles</hi>»<hi >. </hi>Todas as traduções são minhas<hi >.</hi></p><p rend="layout_notes" ><hi rend="notes_number CharOverride-1"><ref target="_16.html#footnote-002-backlink">2</ref></hi>	«<hi >Gostaria de agradecer ao Primeiro-Ministro Costa </hi><hi >e </hi>à<hi > Presidência Portuguesa pela qualidade do debate de hoje </hi><hi >e pela ambição do texto que assinámos em conjunto com </hi><hi >os parceiros sociais. Um texto que </hi>é<hi > o resultado de </hi><hi >uma negociação política entre instituições e parceiros sociais, um processo </hi><hi >que </hi>é<hi > em si mesmo um passo importante e cuja </hi><hi >importância o Parlamento Europeu sempre apoiou. Como já dissemos hoje, </hi><hi >o custo social e económico desta crise </hi>é<hi > agora cada </hi><hi >vez mais evidente e afecta os cidadãos europeus na sua </hi><hi >vida quotidiana. As medidas sem precedentes que tomámos nos </hi>últimos<hi > </hi><hi >meses proporcionaram aos Estados-Membros o maior estímulo económico da história </hi><hi >da União Europeia, o que colocará a União Europeia de </hi><hi >novo no caminho da recuperação. Hoje nesta cidade do Porto </hi><hi >dizemos juntos que a forte resposta deve ter no seu </hi><hi >cerne a questão social, os empregos de qualidade, a luta </hi><hi >contra a pobreza e as desigualdades sociais, a questão do </hi><hi >género e a igualdade entre homens e mulheres. Se isto </hi><hi >não estiver no centro da recuperação, as grandes transições que </hi><hi >estamos a preparar, a revolução verde, a revolução digital, deixarão </hi><hi >para trás muitas e muitas fragilidades que não nos podemos </hi><hi >permitir. E se não colocarmos no centro as crianças e </hi><hi >os jovens, a sua dignidade, os seus direitos – entre </hi><hi >todos os direitos a um futuro de bem-estar – teremos a</hi><hi > grande responsabilidade de ter desapontado e perdido várias gerações, que</hi><hi > em vez disso devem ser as pernas e as mentes</hi><hi > do projecto europeu. Hoje dizemos que os princípios consagrados no</hi><hi > Pilar dos Direitos Sociais devem tornar-se realidade, ser materialmente aplicados</hi><hi > e não apenas proclamados. </hi>É<hi > por isso que vejo esta</hi><hi > conferência e a cimeira de amanhã não como um ponto</hi><hi > de chegada, mas como um ponto de partida para uma</hi><hi > reviravolta social. Creio que a partir de hoje as nossas</hi><hi > instituições devem iniciar um diálogo estreito sobre uma agenda social</hi><hi > renovada. Com base na nossa declaração, nas resoluções do Parlamento</hi><hi > Europeu e no Plano de Acção da Comissão, todos teremos</hi><hi > de nos comprometer a estabelecer objectivos concretos e detalhados para</hi><hi > que estes direitos se tornem reais e exequíveis. Se conseguirmos</hi><hi > dar este salto de concretude, num momento tão dramático para</hi><hi > as nossas sociedades, a cimeira de amanhã será o início</hi><hi > de uma nova estação social para a Europa. Amanhã, falando</hi><hi > na cimeira, pedirei aos Chefes de Estado e de Governo</hi><hi > em nome do Parlamento Europeu que traduzam os princípios do</hi><hi > Pilar em acções concretas, que acelerem a sua implementação e</hi><hi > que assegurem um impacto real nas condições de vida das</hi><hi > pessoas, nas suas condições de trabalho, na sua dignidade e</hi><hi > na igualdade substancial das suas condições. Este </hi>é<hi > o tempo</hi><hi > extraordinário que nos </hi>é<hi > dado e temos nas nossas mãos</hi><hi > uma oportunidade histórica de aprender as lições desta pandemia e</hi><hi > reconstruir economias e sociedades mais sustentáveis e mais iguais. A</hi><hi > fim de não retroceder e de reduzir as desigualdades, teremos</hi><hi > também de trabalhar sobre as dívidas contraídas para proteger os</hi><hi > nossos cidadãos nestes tempos pandémicos. Não queremos que os nossos</hi><hi > cidadãos mais vulneráveis e frágeis, mulheres e jovens, carreguem amanhã</hi><hi > o fardo da crise. </hi>É<hi > por isso que devemos iniciar</hi><hi > hoje um grande debate sobre as regras após a Covid</hi><hi > e reformar o Pacto de Estabilidade e Crescimento. A nova</hi><hi > política de estilo europeu iniciada pelo Presidente Biden também nos</hi><hi > convida a não ter tabus. Para trás não queremos </hi>voltar,<hi > para trás não será possível </hi>voltar»<hi >. </hi></p><p rend="layout_notes" ><hi rend="notes_number CharOverride-1"><ref target="_16.html#footnote-001-backlink">3</ref></hi>	«<hi >Senhoras</hi><hi > e senhores, Tenho o prazer de poder falar convosco e</hi><hi > partilhar convosco as lições que aprendi da importante conferência que</hi><hi > realizámos ontem, organizada pela Presidência Portuguesa. Gostaria de agradecer ao</hi><hi > Primeiro-Ministro Costa a qualidade das discussões e a ambição do</hi><hi > texto que adoptámos, que </hi>é<hi > o resultado de negociações entre</hi><hi > os parceiros sociais e todas as partes envolvidas neste texto.</hi><hi > A sua participação, solicitada pelo Parlamento Europeu na sua resolução</hi><hi > aprovada no ano passado, </hi>é<hi > um grande passo em frente</hi><hi > que devemos saudar. Os nossos cidadãos esperam muito da recuperação</hi><hi > que estamos a preparar. Eles esperam que tenha uma forte</hi><hi > impressão social, que feche as desigualdades, que reavive empregos de</hi><hi > qualidade, que acompanhe todos na grande transição que nos espera.</hi><hi > O crescimento da desigualdade criada pela crise da Covid-19 ameaça</hi><hi > deixar uma herança de pobreza e instabilidade social e económica</hi><hi > que seria devastadora. Covid-19 destacou as desigualdades pré-pandémicas de forma</hi><hi > mais viva do que poderíamos ter imaginado. Expôs dramaticamente as</hi><hi > disparidades na nossa capacidade de lidar com a fragilização dos</hi><hi > meios de subsistência, dos nossos sistemas de educação infantil e</hi><hi > dos sistemas de saúde. Seria enganador pensar que as linhas</hi><hi > de falha social, alargadas pela pandemia, podem sarar rapidamente e</hi><hi > que a economia e a sociedade podem então regressar </hi>à<hi > normalidade pré-pandémica. </hi>É<hi > especialmente em tempos de crise que o</hi><hi > projecto europeu deve revelar-se um projecto para o bem de</hi><hi > todos, protegendo as pessoas, apoiando as empresas, investindo na igualdade,</hi><hi > no progresso social e no bem-estar económico. A satisfação das</hi><hi > necessidades dos cidadãos europeus em termos de cuidados, emprego, dignidade,</hi><hi > segurança e prosperidade para o seu futuro está no centro</hi><hi > deste projecto. Neste contexto, podemos todos orgulhar-nos do facto de</hi><hi > a Europa ter respondido fortemente </hi>à<hi > emergência económica e social</hi><hi > desencadeada pela pandemia com o acordo do Conselho Europeu de</hi><hi > 21 de julho. Este acordo prevê o financiamento de investimentos</hi><hi > na transição digital e verde para os Estados Membros, com</hi><hi > objectivos quantificados. Mas para além disto, graças em particular ao</hi><hi > trabalho realizado pela equipa de negociação do Parlamento Europeu, o</hi><hi > plano de recuperação europeu contém também uma dimensão social indispensável,</hi><hi > uma vez que permitirá financiar medidas ligadas </hi>à<hi > coesão social</hi><hi > e territorial, bem como medidas a favor das crianças e</hi><hi > dos jovens. Esta dimensão parece-me essencial: as alterações climáticas não</hi><hi > podem ser dissociadas da justiça social e da luta contra</hi><hi > as desigualdades. De facto, a desigualdade e a pobreza alimentam</hi><hi > a crise ecológica, ao mesmo tempo que vemos que sociedades</hi><hi > mais igualitárias têm uma melhor situação ambiental e uma maior</hi><hi > capacidade para se tornarem mais sustentáveis. Assim, com o Plano</hi><hi > de Recuperação Europeu, a Europa está a dotar-se dos meios</hi><hi > para enfrentar os problemas estruturais e avançar mais para uma</hi><hi > Europa social. O diálogo social e o empenho dos actores</hi><hi > sociais serão essenciais para alcançar este objectivo. Mais do que</hi><hi > nunca, para além do Acordo Verde e da Estratégia Digital,</hi><hi > </hi>é<hi > necessário reafirmar fortemente a existência de um terceiro pilar</hi><hi > para a recuperação e transformação da UE, o pilar europeu</hi><hi > dos direitos sociais. Estes são os temas que foram retomados</hi><hi > hoje e dão continuidade </hi>à<hi > ambiciosa agenda lançada com a</hi><hi > adopção do pilar social na Cimeira de Gotemburgo em 2017,</hi><hi > que pôs em marcha um esforço conjunto para aproximar o</hi><hi > Projecto Europeu dos cidadãos europeus, reforçando a Europa Social, ou</hi><hi > seja, uma UE que dá prioridade ao bem-estar dos seus</hi><hi > cidadãos, e reforça a sua coesão social. Hoje no Porto,</hi><hi > e em continuidade com o processo lançado em Gotemburgo em</hi><hi > 2017, o Parlamento Europeu apoia as medidas lançadas pelos Estados-Membros</hi><hi > para amortecer os efeitos económicos e sociais da pandemia de</hi><hi > Covid-19, para assegurar que ninguém fique para trás, para evitar</hi><hi > o aumento da pobreza e para dar um futuro a</hi><hi > uma geração que corre o risco de se perder. Neste</hi><hi > contexto, as lições aprendidas com a atual pandemia deverão assegurar</hi><hi > que as reformas adaptarão os nossos sistemas nacionais para serem</hi><hi > mais resilientes, a fim de enfrentarem adequadamente futuras crises. O</hi><hi > Pilar Europeu dos Direitos Sociais deve ser um guia para</hi><hi > a dimensão social das reformas e investimentos nacionais. </hi>É<hi > sob</hi><hi > esta condição que o Instrumento de Recuperação e Resiliência nos</hi><hi > permitirá voltar a colocar as nossas economias num caminho de</hi><hi > crescimento sustentável e equitativo. Depois desta cimeira, devemos continuar a</hi><hi > dar vida </hi>à<hi > ambição social necessária que deve estar no</hi><hi > centro da estratégia de recuperação europeia. </hi>É<hi > por isso que,</hi><hi > em nome do Parlamento Europeu, gostaria de apelar ao Conselho</hi><hi > da União Europeia e </hi>à<hi > Comissão Europeia para que renovem</hi><hi > e reforcem o nosso compromisso comum para com uma União</hi><hi > Europeia sustentável, justa e inclusiva, em particular para pôr em</hi><hi > prática os princípios e direitos contidos no pilar europeu dos</hi><hi > direitos sociais. Para tal, e tal como salientado na nossa</hi><hi > resolução sobre uma Europa social forte para transições justas, teremos</hi><hi > de estabelecer desde já uma agenda política forte com objectivos</hi><hi > claros, ambiciosos e exequíveis e indicadores claros de sustentabilidade social.</hi><hi > Esta importante cimeira não deve ser um ponto de chegada,</hi><hi > mas sim um ponto de partida para abrir este processo</hi><hi > de implementação da agenda social renovada que aqui estamos a</hi><hi > acordar em conjunto. Este processo </hi>é<hi > essencial para garantir segurança,</hi><hi > protecção social e prosperidade aos cidadãos da União e para</hi><hi > enfrentar os desafios emergentes que a Europa enfrenta: desigualdades crescentes</hi><hi > entre gerações, trabalhadores, regiões e Estados-Membros; disparidades territoriais e acesso</hi><hi > desigual aos serviços sociais e de saúde básicos, emprego e</hi><hi > oportunidades de negócio e infra-estruturas sociais. </hi>É<hi > tempo de fazer</hi><hi > um balanço das lições aprendidas com a pandemia e construir</hi><hi > sociedades resilientes e prósperas para o futuro. O Parlamento acredita</hi><hi > que temos a legislação, temos os meios financeiros, precisamos agora</hi><hi > de verdadeira vontade política e empenho de todas as autoridades</hi><hi > responsáveis para tornar os direitos sociais uma realidade para todas</hi><hi > as pessoas na UE. Com base nos contributos recolhidos no</hi><hi > Porto, acreditamos que os legisladores e a Comissão terão de</hi><hi > se comprometer com os objectivos e a implementação do plano</hi><hi > de acção nos próximos meses. A proclamação social do pilar</hi><hi > europeu dos direitos sociais em Gotemburgo em 2017 foi um</hi><hi > evento sem precedentes; o mesmo se aplica </hi>à<hi > Cimeira Social</hi><hi > do Porto. Agora </hi>é<hi > o momento de dar um passo</hi><hi > em frente em conjunto em termos de concretude, ambição, objectivos</hi><hi > e direitos sociais. Se o fizermos, a Cimeira Social do</hi><hi > Porto será um marco para a implementação do princípio do</hi><hi > Pilar Europeu dos Direitos Sociais e para uma Europa mais</hi><hi > social. Com isto em mente, posso assegurar-vos do meu forte</hi><hi > empenho pessoal para que o Parlamento Europeu possa enviar uma</hi><hi > mensagem ambiciosa na sequência da Cimeira Social do Porto, capaz</hi><hi > de responder ao mal-estar social de demasiados cidadãos europeus</hi>»<hi >.</hi><hi > </hi></p><p rend="layout_notes" ><hi rend="notes_number _idGenCharOverride-1"><ref target="_16.html#footnote-000-backlink">4</ref></hi>	<hi >Introduzimos aqui apenas as frases que se </hi><hi >referem ao primeiro texto, sublinhando de toda forma que os dois discursos estão organizados da mesma </hi>maneira<hi >.</hi></p>


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        <listBibl>
          <head>References</head>
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        </listBibl>
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